21.11.2016

 

O filme é baseado no romance de mesmo nome escrito por Irène Némirovsky. Esta escritora nasceu em Kiev, na Ucrânia, em 1903, e morreu no Campo de Concentração de Auschwitz-Birkenau em 1942. Ela era judia e passou grande parte da sua vida vivendo na França. O livro foi escrito durante a ocupação alemã da França e era desconhecido; ele foi localizado muitos anos após a morte de Irène, por sua filha, e foi publicado pela primeira vez em 2004.

O filme conta com os atores Michelle Williams, Matthias Schoenaerts e Kristin Scott Thomas.

A Segunda Guerra aparece como cenário de fundo à história de amor entre a francesa Lucile Angellier e o soldado alemão Bruno von Falk. Ela vive com a sogra, uma mulher rica que habita a melhor casa da pequena cidade onde o filme se passa. Seu marido foi lutar na Guerra e ela ficou sabendo que ele estava em um campo de trabalhos forçados alemão.

Quando o exército alemão chega à cidade, os soldados hospedam-se em diversas residências. Na casa em que Lucile mora, um tenente passa a ocupar um dos quartos. Ele aparece como um homem gentil, educado, preocupado com o bem estar das donas da casa e um amante da música (antes da Guerra, ele era um compositor de música clássica). Enquanto está na casa, trabalha em uma nova composição e acaba despertando a atenção e interesse da jovem Lucile.

A história de amor é bonita, daquelas que as pessoas românticas (como eu) gostariam de viver. O tenente é o homem perfeito, sincero, justo, sensível… e que só existe nos livros e filmes.

O que eu gostei mais no filme foi o fato da escritora, uma judia que estava sendo perseguida na Guerra e que acabou presa e morta, ter mostrado que havia pessoas boas e ruins de ambos os lados. Ela contou aquilo que se sabe que de fato existiu: durante a ocupação alemã de vários países da Europa, muitos civis denunciavam outras pessoas (judeus ou não), com o intuito de obter vantagens dos alemães. Com quem se podia contar de fato? Quem era confiável? Independente do país de origem, da religião ou da escolha política, podia-se encontrar traidores e pessoas honradas em todas as posições.

O filme não é excepcional. Mas é um bom passatempo.

 

 

  O filme é baseado no romance de mesmo nome escrito por Irène Némirovsky. Esta escritora nasceu em Kiev, na Ucrânia, em 1903, e morreu no Campo de Concentração de Auschwitz-Birkenau em 1942. Ela era judia e passou grande parte da sua vida vivendo na França. O livro foi escrito durante a ocupação alemã da França […]



14.11.2016

 

A maioria dos filmes valem como passatempo. Alguns permitem algumas reflexões. E existem aqueles que realmente me encantam pelo conjunto, pela mensagem, pela beleza.

Este filme faz parte desta última categoria e ainda é baseado em uma história real. O nome do filme de David Trueba Viver é fácil com os olhos fechados foi extraído da canção dos Beatles “Strawberry Fields Forever”, que John Lennon escreveu enquanto filmava em Alméria, na Espanha (filme How I Won the War de Richard Lester) em 1966. Seu papel era pequeno, mas sua presença no filme foi usada para promover o filme. Foi durante a realização do filme que Lennon usou, pela primeira vez, os óculos circulares que se tornariam sua marca registrada. Trueba soube da história que inspirou o filme através de um artigo publicado em 2006, em que se comemorava 40 anos da passagem de Lennon por Alméria. Ele leu sobre um professor que fez a viagem para encontrar Lennon, para que este fizesse correções nas letras das músicas. O professor costumava ouvir rádio e transcrever as letras conforme entendia.

No filme, o professor de inglês Antonio, interpretado de forma brilhante por Javier Cámara, é fã incondicional dos Beatles e ensina inglês aos seus alunos usando as letras das canções do grupo. O filme tem seu início motivado por esta história e esta viagem incrível que o professor fará para conhecer John Lennon. Mas a beleza do filme não está aí. A beleza do filme está na construção que Javier Cámara e David Trueba deram a este personagem.

Antonio é um homem bom. E ele é feliz nessa forma de ser, vendo o mundo de forma positiva e sem se deixar derrotar pelos problemas que enfrenta. O filme se passa em uma Espanha pobre, pós Guerra Civil, vivendo a ditadura militar de Franco. E Antonio, fazendo o pouco que podia fazer, ajudou a mudar a vida de muita gente ao longo da viagem. Ele deu carona a uma moça que fugia de uma casa onde ficaria trancada até o final de uma gestação indesejada (de onde o filho seria dado em adoção para alguma outra pessoa), a um outro rapaz que fugiu de casa após ser agredido pelo pai, fez amizade com o dono de um bar que cuidava sozinho de um filho com paralisia cerebral… cada pessoa com quem ele estabelecia contato ficava melhor após conhecê-lo.

É um personagem como tantas pessoas que encontramos na vida, estejamos conscientes ou não; daquelas pessoas que através de um olhar, um sorriso, um gesto, uma gentileza conseguem nos conquistar e deixar nossas vidas melhores.

Independente da história de John Lennon, que motivou o filme, a história é linda, sensível, tocante e vale muito a pena ser visto. É o tipo de filme que ganha minha nota 10.

 

  A maioria dos filmes valem como passatempo. Alguns permitem algumas reflexões. E existem aqueles que realmente me encantam pelo conjunto, pela mensagem, pela beleza. Este filme faz parte desta última categoria e ainda é baseado em uma história real. O nome do filme de David Trueba Viver é fácil com os olhos fechados foi extraído da […]


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24.10.2016

 

Ontem, publiquei a resenha do livro 84 Charing Cross Road de Helene Hanff. O livro conta a história da troca de cartas entre uma escritora americana fascinada por literatura inglesa e o inglês Frank Doel, que era o responsável pela aquisição de livros usados para um sebo de Londres. A americana era a própria autora e as cartas são reais e descrevem essa troca de correspondência que durou 20 anos. Ela se correspondia com todos os funcionários da livraria e também com a esposa de Frank. O maior desejo de Helene era poder ir a Londres para conhecê-los pessoalmente, mas ela nunca conseguia devido a problemas financeiros. Frank morreu em 1968 e Helene apenas conseguiu realizar seu desejo de conhecer Londres em 1971.

Depois de ler o livro, parti para assistir ao filme. Qual dos dois é melhor? Os dois são igualmente incríveis!

O roteiro do filme fez apenas uma adaptação de 84 Charing Cross Road e não conta sobre o segundo livro com a viagem de Helene Hanff a Londres. Eu fiquei impressionada com a adaptação feita. Eles conseguiram ser absolutamente fieis, sem que o filme se tornasse cansativo com a leitura de todas aquelas cartas trocadas entre Helene e Frank ao longo dos anos.

Anne Bancroft e Anthony Hopkins estão incríveis em seus papeis. Confesso que ver a interpretação de Anne Bancroft fez com que eu simpatizasse mais com Helene Hanff, já que eu tinha achado que ela era um pouco grosseira no livro e com um senso de humor e uma ironia que me incomodavam um pouco. Anne Bancroft soube deixar a personagem mais divertida, mais carismática e empática, com um sorriso acolhedor, mostrando uma mulher de amizade fácil.

Acho que fiz o melhor (ler o livro antes). Mas o filme é absolutamente imperdível.

Ambos valem muito a pena.

 

  Ontem, publiquei a resenha do livro 84 Charing Cross Road de Helene Hanff. O livro conta a história da troca de cartas entre uma escritora americana fascinada por literatura inglesa e o inglês Frank Doel, que era o responsável pela aquisição de livros usados para um sebo de Londres. A americana era a própria […]






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