31.10.2016

nos-bracos-do-vagabundo

 

Primeira publicação: Setembro de 2016

Editora: Chiado Editora – 127 páginas

ISBN13: 9789895184279

Sinopse: No amor não há contas, se somares um mais um, o resultado não será matemático, o resultado é um. Sofia e Francisco eram a prova viva de que no amor não há espaço para equações, quando equacionavam os corpos, equacionavam as almas e eram apenas um só. Desde os dezassete anos, o plano deles fora bem simples: ficar juntos para o resto das suas vidas. Um plano que qualquer outra pessoa do seu círculo de amigos concordaria ser praticável. Mas um dia, invejoso, o destino resolveu separar os dois jovens e levar Sofia ao extremo de uma depressão que quase lhe tirou a vida. Na primeira parte desta narrativa, Sofia ter-nos-ia dito que é impossível superar a perda do primeiro amor. Ser forte sozinha não é a melhor opção. Desistir do amor, também não. E Sofia sabia melhor do que ninguém que aquele amor que a consumia, poderia resultar, porque o amor tem essa particularidade: se é verdadeiro, supera todas as dores. “Nos Braços Do Vagabundo” é um thriller apaixonante, cativante, dramático e emocionalmente manipulador sobre a doença do séc. XXI; a depressão, aliada ao sentimento mais poderoso de todos – o amor, porque o amor não é amor se não doer e se não for sentido com profundidade.

 

 

Letícia Brito é uma jovem escritora, nascida em Paços de Ferreira, Portugal, em 3 de Dezembro de 1996, como Letícia Isabel Costa Brito. Formou-se em Fotografia pela Escola Secundária de Vilela, Paredes (Porto). Em Junho de 2015, decidiu partilhar a sua escrita com o mundo. Ela escreve crônicas e outros textos em plataformas online e tem uma página pessoa com mais de 3900 seguidores. É redatora no quinzenário A Tribuna Pacense, um jornal de Paços de Ferreira, onde começou, inicialmente, escrevendo contos infantis, embora, atualmente, a sua escrita tenha sofrido grandes alterações e foque em assuntos polêmicos e atuais.

Nos Braços do Vagabundo foi sua primeira obra e foi desenvolvida no espaço de 3 meses. A Letícia me homenageou pedindo para que eu fosse uma das primeiras a ler e comentar seu livro. Ela me enviou uma versão em PDF. Infelizmente, o livro ainda está disponível para ser comprado no Brasil.

A primeira revisão feita no Site GoodReads é da escritora, também portuguesa, Ana Ribeiro. Ela soube resumir bem a história contada por Letícia Brito e, portanto, tomei a liberdade de transcrevê-la aqui, já que eu não conseguiria fazer melhor.

Letícia conta-nos a história de Sofia, uma jovem jornalista que vive rodeada pelos fantasmas do seu passado: sofreu de bullying quando era nova, perdeu o pai aos 8 anos vítima de uma doença oncológica e já na adolescência foi abandonada pelo grande amor da sua vida: o Francisco.

“Eu era o seu animalzinho de estimação, mas eu era apenas uma menina”.

A autora apresenta-nos uma personagem feminina forte, que vive amargurada e angustiada, presa ao amor que ainda sente por Francisco e às recordações que ele deixou espalhadas pela casa aonde ela habita. Esta prisão amorosa em que Sofia vive, vai levá-la pelos caminhos da depressão e do suicídio por não saber viver sem Francisco e por não conseguir valorizar-se sem o ter por perto.

A história é bastante intensa, levando-nos a sentir na pele a dor, o desespero e a angústia da Sofia. Este é um daqueles livros que se vive, sendo que, Letícia brinda-nos com uma escrita bem estruturada, rica e carregada de emoção e sentimento.

Um livro que recomendo que leiam!

– Ana Ribeiro (Revisão publicada no GoodReads)

Escrever não é uma tarefa fácil e Letícia está começando neste caminho árduo. Eu mesma já tentei me aventurar na criação de um romance ficcional, com vários aspectos autobiográficos, mas percebi que não tenho tempo de trabalhar nele por enquanto. Embora a história esteja estruturada e já colocada no papel, pedi a opinião de pessoas sérias no mercado editorial, como uma forma de Leitura Crítica; este tipo de trabalho foi bastante importante para que eu vislumbrasse os inúmeros problemas do meu pretenso “livro” e chegasse à conclusão de que a história poderia ser aproveitada, mas o livro precisava de muito trabalho de reescrita.

Raramente, um bom profissional consegue deixar uma obra pronta de imediato. Trabalhar a visão do narrador, construir os personagens, criar momentos de clímax, entender qual é o público que irá ler a obra, e qual é a ideia que queremos transmitir nem sempre são pontos simples. Por mais que a história esteja desenhada, sempre haverá trabalho a ser feito. É claro que temos também que entender que a perfeição nunca será alcançada e que, em algum momento, temos que encerrar o trabalho e deixar o leitor sentir aquilo que construímos com tanto carinho.

O livro da Letícia conta a história de uma jovem que acha que precisa do seu primeiro amor, Francisco, para ser feliz. Ela já teve traumas e perdas na vida e, com certeza, não resolveu emocionalmente estes problemas anteriores. Abordar o tema da depressão na fase de adulto jovem é algo importante, porque o suicídio é uma causa frequente de morte nesta faixa etária.

Eu vivi a depressão. Eu perdi o amor que eu achava que era meu conto de fadas. Eu pensei em suicídio. Talvez, por tudo isso, por essa minha vivência pessoal, acho que a história, embora bem escrita, poderia ter uma profundidade maior. E, infelizmente (ou felizmente, não sei bem), as coisas não costumam dar certo como nos contos de fadas. A vida é mais complexa. As pessoas são mais complexas. E o “felizes para sempre” não costuma existir.

Gostei do livro, li aos poucos ao longo de alguns dias por falta de tempo, mas ele pode ser lido em poucas horas. A Letícia abordou a depressão e o suicídio, dois assuntos ainda pouco aceitos pelas pessoas, mas essenciais de serem discutidos.

Acredito que em suas próximas obras poderemos perceber ainda maior amadurecimento na construção das histórias. Tenho certeza que ela terá um futuro brilhante como escritora. São de Portugal os escritores que eu mais admiro.

  Primeira publicação: Setembro de 2016 Editora: Chiado Editora – 127 páginas ISBN13: 9789895184279 Sinopse: No amor não há contas, se somares um mais um, o resultado não será matemático, o resultado é um. Sofia e Francisco eram a prova viva de que no amor não há espaço para equações, quando equacionavam os corpos, equacionavam as almas e eram […]


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