22.04.2016

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Sou uma apaixonada por perfumes. Mas hoje em dia, após mais de 25 anos consumindo e conhecendo perfumes importados, posso dizer que conheço um pouco mais. E tenho sido mais seletiva em minhas escolhas, optando por fragrâncias exclusivas, criadas com excelentes extratos florais e essências selecionadas.

Minha última paixão (ainda não adquirida, apenas admirada) é Cuir de Russie de Les Exclusifs de CHANEL. Não é uma criação nova. Muito pelo contrário. Foi criada em 1927 por Ernest Beaux e revista por Jacques Polge em 1983, retirando as notas mais duras do couro e enriquecendo com notas de íris.

A primeira fragrância moderna que remete ao couro foi criada por Ernest Daltroff da Maison Caron; Tabac Blond foi lançado em 1919. Muitas das essências animais utilizadas nesses perfumes foram substituídas por essências sintéticas. Além disso, o cheiro do couro passou a ser obtido da casca da bétula.

No livro Perfume: Joy, Obsession, Scandal, Sin, Richard Stamelman cita uma publicidade de Chanel de 1.936 sobre Cuir de Russie:

… Imagino este perfume flutuando no rastro de uma morena alta e esbelta, com movimentos confiantes, cuja voz está acostumada a dar ordens e com dedos ligeiramente escurecidos pelo tabaco. Ela é uma daquelas mulheres que sempre usa um terninho, mesmo à meia-noite no Savoy; uma dessas mulheres cativantes para admirar no Cassino em Mônaco, que depois de ter perdido uma quantidade de dinheiro, pega notas de dinheiro contidas em uma carta de amor escondida em sua bolsa de couro fino, que exala um odor pungente, um pouco selvagem , e, com grande calma, lança-as no feltro verde da mesa de jogos.

O site da Chanel descreve Cuir de Russie como um “oriental rico e amadeirado” e lista suas notas de abertura como flor de laranjeira da Tunísia, bergamota da Calábria e tangerina da Sicília; suas notas centrais são jasmim, rosa Oriental, e ylang ylang; e sua nota de base como casca de bétula albanesa. Um perfume envolvente e carnal, de onde escapam odores misteriosos do tabaco, feno e madeira defumada.

Talvez essa descrição, embora extremamente sedutora, tenha feito com que eu imaginasse que o perfume não fosse me agradar com seu aldeído, suas notas orientais e carnais. Imaginei que fosse um perfume excessivamente intenso e que pudesse me cansar depois de alguns minutos de uso.

Um artigo da revista Votre Beauté sobre os perfumes contendo notas de couro (e seu refinamento) fez com que surgisse em mim o desejo de conhecer melhor a fragrância.

Fui à loja da Chanel que costumo frequentar em São Paulo e a gerente falou-me um pouco sobre a história do perfume e vaporizou no meu braço para que eu pudesse senti-lo ao longo do tempo. (Nenhuma fragrância deve ser sentida imediatamente, porque no momento inicial ocorre a volatilização do álcool, o que atrapalha a percepção das notas perfumadas.)

Ao longo das duas horas que se seguiram, a fragrância foi revelando todas as suas notas, mantendo sua fixação e excelência. Um perfume realmente sensual, para ser usado em um evento especial, um jantar romântico, um evento elegante, onde a mulher queira ser notada e deixar sua marca.

Não sei quando conseguirei comprá-lo, mas ele está na minha lista, aguardando entrar para minha coleção.

– Sílvia Souza

Rosa

 

 

 

  Sou uma apaixonada por perfumes. Mas hoje em dia, após mais de 25 anos consumindo e conhecendo perfumes importados, posso dizer que conheço um pouco mais. E tenho sido mais seletiva em minhas escolhas, optando por fragrâncias exclusivas, criadas com excelentes extratos florais e essências selecionadas. Minha última paixão (ainda não adquirida, apenas admirada) […]


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