29.07.2016

Livros 2

 

Meu amigo Carlos Moya do Blog La Estaca Clavada indicou-me para um tipo de desafio em que devo, por 3 dias consecutivos, publicar 3 frases e indicar 3 blogs. Obrigada, Carlos, por ter se lembrado de mim!

Hoje é o segundo dia…

 

Na solidão aprendemos a compreender todas as coisas, e não temos medo de mais nada.

– Sándor Márai

 

Todos nós somos um mistério para os outros… e para nós mesmos.

– Érico Veríssimo

 

As consequências do que fizemos nos alcançam, indiferentes a que tenhamos “melhorado” nesse meio-tempo.

– Friedrich Nietzsche

 

Indico os blogs:

  1. Yellow Ever Shine
  2. Thais Gualberto
  3. Lendo Muito!!!

 

– Sílvia Souza

 

Rosa

 

 

 

 

 

 

 

 

  Meu amigo Carlos Moya do Blog La Estaca Clavada indicou-me para um tipo de desafio em que devo, por 3 dias consecutivos, publicar 3 frases e indicar 3 blogs. Obrigada, Carlos, por ter se lembrado de mim! Hoje é o segundo dia…   Na solidão aprendemos a compreender todas as coisas, e não temos […]




29.07.2016

 

Adoro os filmes europeus e, em especial, os franceses (acho que por causa do meu prazer em escutar a melodia da língua francesa). Acho que minha admiração vem do fato deles se preocuparem em contar uma boa história e não em deixar o filme repleto de efeitos especiais capazes de esconder um roteiro fraco.

O filme tem início quando Paul Dédalus (interpretado na fase adulta pelo excelente Mathieu Amalric), um antropólogo, vai deixar o Tajikistão e voltar para sua terra natal, a França. Mas o filme se baseia totalmente na narrativa da sua história de vida. Essa história será narrada através da lembrança de três momentos específicos de sua infância e adolescência.

Inicialmente, a relação complicada com a mãe, que tinha distúrbios psiquiátricos e que acabou se suicidando enquanto ele ainda era pequeno.

A seguir, um momento da sua adolescência, quando viaja com um amigo judeu para a antiga União Soviética para ajudar judeus conhecidos desse amigo. E ele fornece seu próprio passaporte, e portanto seu nome, a um rapaz para que ele pudesse fugir do regime soviético em direção a Israel.

E o terceiro e mais complicado momento, quando ele narra a história do grande amor da sua vida, sua história com a jovem Esther, que teve início quando Paul tinha 19 anos e já cursava a Faculdade em Paris e Esther tinha 16 anos e ainda fazia o ensino médio na pequena cidade onde Paul nascera.

Essa terceira parte é que mais cativa no filme. Porque o amor que eles vivem é algo bonito e sincero, mas precisa tentar sobreviver em meio aos inúmeros problemas pessoais, emocionais, psicológicos que nos cercam no dia a dia: a falta de dinheiro de Paul, que não pode com frequência ir vê-la; a beleza de Esther, que atrai inúmeros rapazes que querem apenas conquistá-la para uma ou duas transas e faz com que as moças tenham ódio e inveja dela; esses eventos fazem com que Esther sinta-se cada vez mais solitária e deprimida…

Paul deseja focar na sua carreira. E acha que, ao continuar com Esther apesar da distância, está fazendo bem a ela. São necessários vários anos da sua vida para que ele perceba o quanto fez mal a ela, o quanto aceitou a interferência de “amigos” que apenas tinham interesses temporários.

E é assim nossa vida, não é? Formada de lembranças e memórias que chegam adulteradas por quem somos no presente… A cada momento de nossa vida, podemos avaliar essas vivências passadas de uma forma diferente, com nostalgia ou tristeza ou alegria. Reavaliamos cada coisa que passamos. Fazemos uma releitura e podemos perceber erros que não vimos no exato momento dos fatos… ou nos arrependemos porque não retribuímos um amor verdadeiro que recebemos e de que abrimos mão…

A vida é assim… uma releitura constante de nós mesmos… O bom é quando não temos medo de fazer essa releitura, quando não temos medo de olhar para dentro de nós, para nossas vivências, para os erros do passado e usamos essas informações para escrever algo melhor para o futuro. Quantos de fato fazem isso? A maioria talvez queira apenas enterrar tudo e olhar com condescendência para si mesmo, achando que o que passou não mereça ser relembrado.

 

– Sílvia Souza

Rosa

 

  Adoro os filmes europeus e, em especial, os franceses (acho que por causa do meu prazer em escutar a melodia da língua francesa). Acho que minha admiração vem do fato deles se preocuparem em contar uma boa história e não em deixar o filme repleto de efeitos especiais capazes de esconder um roteiro fraco. […]




29.07.2016
A Brasileira, Lisboa, Portugal

A Brasileira, Lisboa, Portugal

 

A sociedade é um sistema de egoísmos maleáveis, de concorrências intermitentes. Cada homem é, ao mesmo tempo, um ente individual e um ente social. Como indivíduo distingue-se de todos os outros homens; e, porque se distingue, opõe-se-lhes. Como sociável, parece-se com todos os outros homens; e, porque se parece, agrega-se-lhes.

Fernando Pessoa

  A sociedade é um sistema de egoísmos maleáveis, de concorrências intermitentes. Cada homem é, ao mesmo tempo, um ente individual e um ente social. Como indivíduo distingue-se de todos os outros homens; e, porque se distingue, opõe-se-lhes. Como sociável, parece-se com todos os outros homens; e, porque se parece, agrega-se-lhes. Fernando Pessoa







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