8.12.2016

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A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel (solúvel em gordura). Poucos alimentos são fonte natural de Vitamina D; por isso, a produção através da pele é a maior fonte de Vitamina D. Tanto a Vitamina D proveniente da alimentação quanto aquela produzida pela pele após a exposição ao sol são inativas e precisam ser transformadas em formas metabolicamente ativas.

 

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©2016 UpToDate®

 

Inicialmente, a Vitamina D é transformada pelo fígado em 25-hidroxi-vitamina D (25[OH]D), que é a principal forma de Vitamina D que circula em nosso sangue. Depois, acontece nos rins outra transformação, formando a 1,25 Dihidroxi Vitamina D, que é a forma ativa.

A Vitamina D e seus metabólitos são muito importantes para o corpo, por causa de seu papel no controle do cálcio e no metabolismo dos ossos. O Raquitismo e a Osteomalácia são duas doenças causadas pela falta importante de Vitamina D e são encontradas com maior frequência em populações que quase não se expõem ao sol.

A falta de Vitamina D que é verificada através dosagem no sangue apenas é bastante comum. Em um levantamento realizado entre 2005 e 2006, 41,6% dos adultos participantes do estudo apresentavam níveis de 25(OH)D abaixo de 20 ng/ml (o valor ideal é de 25[OH]D acima de 30 ng/ml).

O nível da deficiência de Vitamina D pode contribuir para o desenvolvimento de Osteoporose e para o aumento no risco de fraturas ósseas e de quedas em pessoas idosas. Atualmente, muitos estudos sobre as funções da Vitamina D vêm sendo feitos e pode ser que ela tenha importância na regulação de outras funções celulares, embora ainda haja necessidade de mais esclarecimentos a respeito. A função mais importante conhecida da Vitamina D é aumentar a absorção de cálcio no intestino.

A principal forma de obtenção de Vitamina D é através da exposição à luz do sol; mas existe variação do tempo de exposição necessário para produzir nossa necessidade mínima diária de acordo com a cor da pele, com a latitude da localidade, com a estação do ano, com a hora do dia. Também sabemos que a pele diminui sua capacidade de produção de Vitamina D com a idade; então, pessoas com mais de 70 anos podem não conseguir produzir Vitamina D de forma eficiente, mesmo com exposição solar. Por causa destas variações, alguns países preconizam a suplementação de Vitamina D em alguns produtos, como leites e cereais.

Nossa necessidade diária de Vitamina D varia de acordo com a idade e com o sexo (porque as mulheres precisam de quantidades maiores durante a gravidez). Normalmente, ela fica entre 400 UI (Unidades Internacionais) e 800 UI (10 a 20 mcg) ao dia.

A falta de Vitamina D acarreta diminuição da absorção de cálcio e de fósforo. Com a progressão da deficiência, os níveis de cálcio no sangue acabam caindo, o que leva ao aumento do hormônio PTH, produzido pelas Paratireóides; este hormônio acaba causando a desmineralização dos ossos, para manter o cálcio do sangue normal. Essa desmineralização óssea acaba evoluindo para a Osteomalácia ou Raquitismo, se a Vitamina D não for suplementada.

Mas a Vitamina D nunca deve ser usada como um suplemento vitamínico sem a orientação de um médico. Doses excessivas de Vitamina D podem levar a intoxicação, com risco de aumento dos níveis de cálcio no sangue acima do normal. Quando a Vitamina D é obtida através da exposição à luz do sol, não há risco de hipervitaminose (intoxicação por Vitamina D); nosso corpo consegue controlar a produção de Vitamina D e, quando não há necessidade, converter para a formação de outros metabólitos inativos. Além disso, conforme a pele vai produzindo melanina após a exposição à luz do sol, a produção de Vitamina D é diminuída.   

 

 

  A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel (solúvel em gordura). Poucos alimentos são fonte natural de Vitamina D; por isso, a produção através da pele é a maior fonte de Vitamina D. Tanto a Vitamina D proveniente da alimentação quanto aquela produzida pela pele após a exposição ao sol são inativas e precisam ser […]




7.12.2016
"Man at Table" de Marc Chagall (1911)

“Man at Table” de Marc Chagall (1911)

 

Este é o sétimo conto de Laços de Família, que faz parte do livro Todos os Contos de Clarice Lispector. A Marcia Cogitare do Blog Surtos Literários idealizou este projeto, em que comentamos cada um dos contos do livro. Leia a publicação da Marcia clicando aqui.

Este é um conto breve que narra um jantar. Um homem, jantando em um restaurante aparentemente sozinho, nota a chegada de um senhor mais velho, também sozinho.

Ele entrou tarde no restaurante. Certamente ocupara-se até agora em grandes negócios. Poderia ter uns sessenta anos, era alto, corpulento, de cabelos brancos, sobrancelhas espessas e mãos potentes. Num dedo o anel de sua força. Sentou-se amplo e sólido.

Percebe-se, através desta descrição, que mesmo que os dois não se conhecessem, ficava nítido que o senhor que entrava no restaurante estava acostumado a ser notado e a ser obedecido. Mas ele estava sozinho.

Quando ele fala para se queixar sobre um vinho que não era o que ele havia solicitado, o som de sua voz combina com sua postura altiva:

A voz que esperava dele: voz sem réplicas possíveis pela qual eu via que jamais se poderia fazer alguma coisa por ele. Senão obedecê-lo.

Mas ele estava sozinho.

De repente ei-lo a estremecer todo, levando o guardanapo aos olhos e apertando-os numa brutalidade que me enleva… Abandono com certa decisão o garfo no prato, eu próprio com um aperto insuportável na garganta, furioso, quebrado em submissão. Mas o velho demora pouco com o guardanapo nos olhos. Desta vez, quando o tira sem pressa, as pupilas estão extremamente doces e cansadas, e antes dele enxugar-se – eu vi. Vi a lágrima.

Clarice nos apresenta um homem acostumado a mandar e a ser obedecido. Alguém com este perfil geralmente não está sozinho. Afinal, há sempre a necessidade de outras pessoas para que alguém possa estar acima e ser admirado. Mas este homem não tem ninguém com ele; ele janta solitário em um restaurante. E chora. Mesmo que tente disfarçar, ele chora no restaurante cheio de pessoas estranhas.

Eu imaginei a dor deste homem. Talvez viúvo. Talvez abandonado por uma esposa cansada de ter que olhar para ele, sem receber uma atenção em retorno. Talvez tivesse filhos distantes, morando em outros estados ou outros países. Talvez uma doença grave de um neto. Talvez apenas um homem que nunca soube compartilhar sua vida com ninguém e que sentiu a solidão ao envelhecer. Independente da causa da dor, ela está ali, presente, sentida. O sofrimento, maior ou menor, faz parte da nossa vida.

Quando me traíram ou assassinaram, quando alguém foi embora para sempre, ou perdi o que de melhor me restava, ou quando soube que vou morrer – eu não como. Não sou ainda esta potência, esta construção, esta ruína. Empurro o prato, rejeito a carne e seu sangue.

 

  Este é o sétimo conto de Laços de Família, que faz parte do livro Todos os Contos de Clarice Lispector. A Marcia Cogitare do Blog Surtos Literários idealizou este projeto, em que comentamos cada um dos contos do livro. Leia a publicação da Marcia clicando aqui. Este é um conto breve que narra um […]




6.12.2016
© Robeo | Dreamstime.com

© Robeo | Dreamstime.com

 

O que é insulina?

A insulina é um medicamento que muitos diabéticos usam como parte do tratamento. O diabetes é uma doença que compromete a absorção adequada do açúcar pelo corpo. Isso leva a um aumento dos níveis de açúcar no sangue (glicemia). A insulina abaixa a glicemia. Ela é geralmente é utilizada como injeções subcutâneas que o próprio paciente se administra.

 

Há tipos diferentes de insulina?

Sim. Todos os tipos de insulina ajudam a abaixar os níveis de glicemia. Mas alguns tipos de insulina começam a agir mais rapidamente do que outros. A maioria dos diabéticos usuários de insulina precisam de 2 tipos diferentes de insulina, para que eles tenham insulina agindo durante o dia e durante à noite.

 

Quantas vezes por dia a insulina deve ser administrada?

Depende. O médico ajuda a estabelecer um esquema terapêutico que oriente:

  • Quando aplicar insulina
  • Que tipo de insulina usar
  • Quanto aplicar de insulina

Alguns diabéticos usam a mesma quantidade de insulina uma ou duas vezes ao dia, no mesmo horário todos os dias. Mas muitos diabéticos usam 3 ou mais aplicações de insulina ao dia, geralmente antes de cada refeição. Esse esquema de insulina ajuda a melhorar o controle dos níveis de glicemia.

 

Quanta insulina deve ser administrada?

Algumas vezes, o próprio paciente precisa decidir quanto de insulina deve ser administrado. Alguns aspectos devem ser levados em consideração para essa decisão:

  • O que se planeja comer na próxima refeição
  • Quanto de exercício se planeja fazer
  • Qual é o nível da glicemia

Os diabéticos também precisam fazer ajustes das doses de insulina quando:

  • Houver uma cirurgia, uma doença ou gravidez
  • For comer em um restaurante ou for viajar
  • Houver variação do peso para mais ou para menos

 

Como se auto administrar as injeções de insulina?

O médico ou uma enfermeira ensinam o diabético a se auto administrar a injeção de insulina.

 

O que é uma bomba de insulina?

A bomba de insulina é um equipamento que administra insulina lentamente no corpo de forma ininterrupta.

 

Como saber se a quantidade de insulina está correta?

Deve-se verificar os níveis de glicemia em casa. Geralmente recomenda-se a verificação de glicemia ao menos 4 vezes ao dia.

 

Por que deve-se verificar os níveis de glicemia em casa?

  • Para verificar se os níveis estão muito altos ou muito baixos. Nas duas situações, podem ocorrer complicações que podem e devem ser evitadas.
  • Para que sejam feitas correções na próxima administração de insulina.
  • Para verificar se o tratamento está adequado. O objetivo é manter os níveis de glicemia em valores normais, o que ajuda a prevenir complicações futuras.

 

Como verificar o nível de glicemia em casa?

Existem pequenos aparelhos que permitem verificar os níveis da glicemia em poucos segundos.

A maioria dos aparelhos funciona da mesma forma. Deve-se furar o dedo para obter uma gota de sangue, que deve ser colocada em uma fita reagente ligada ao monitor. Após alguns segundos, o aparelho mostra o valor da glicemia.

Há um outro aparelho que pode ser usado para verificar a glicemia, que é o “monitor contínuo de glicose”. Esse tipo de monitor verifica a glicemia a intervalos curtos de tempo, continuamente, usando pequenos sensores que são colocados sob a pele.

 

  O que é insulina? A insulina é um medicamento que muitos diabéticos usam como parte do tratamento. O diabetes é uma doença que compromete a absorção adequada do açúcar pelo corpo. Isso leva a um aumento dos níveis de açúcar no sangue (glicemia). A insulina abaixa a glicemia. Ela é geralmente é utilizada como […]







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